Apresentação

Apresentação

O Espírito Santo insufla a cada dia no coração de homens e mulheres o desejo pela santidade. Várias são as formas de corresponder a estas inspirações. Uns pelo caminho da contemplação, outros pelo caminho da ação, outros enfim, pelos caminhos da orientação e formação humano-espiritual do coração humano. No entanto, todas as vias são a busca de uma resposta ao chamado de Cristo, que diz: “Vem e segue-me”.

Assim, a santidade consiste numa resposta de amor à “Aquele que nos amou por primeiro” (I Jo. 4, 10).

Finalidade

Este blog tem com meta manter um grupo de Amigos espirituais unidos num só coração e numa só alma, amando, conquistando e apascentando o coração ferido dos jovens e de todos os homens.

sábado, 10 de março de 2012

MENSAGEM

Metade
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que o homem que eu amo seja pra sempre amado
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste,
E que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Saudades!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A OVELHA FUJONA



Nesta reflexão bíblica, igual à ovelha, também vou “fugir” às interpretações “acadêmicas” e ao contexto histórico da passagem do Bom Pastor. Simplesmente, quero partilhar com vocês uma inquietação que nasce quando leio, falo e escuto essa passagem (Jo 10; Sl 22). As características do Bom Pastor e sua particular misericórdia não são alheias ao nosso entendimento e experiência. No entanto, você já parou para refletir sobre o ponto de vista da ovelha?
Um pastor possui cem ovelhas e uma delas se extravia” (Mt 18, 12). O que levaria a ovelha a deixar o grupo e seguir sozinha? É possível que seja o instinto de conhecer, a curiosidade de saber o que há além da montanha, das árvores, do caminho estabelecido e delimitado. Talvez ela queira ser independente, sinta-se responsável por si própria e não controle seu espírito aventureiro. Quer descobrir e procurar sem pedir permissão. Afasta-se do grupo e anda solta, livre e autônoma. Ela não tem más intenções, só quer caminhar por si própria. Não acha necessário fazer o que todas fazem. Ela decide escapar e vai embora. É uma ovelha “corajosa”!
            Mas, e quando anoitece? Onde estão o pasto verdejante, as águas refrescantes, o grupo, o pastor e seu cajado? (Sl 22). Diante do perigo, percebe a conseqüência de sua escolha. As ovelhas têm que enfrentar, responsavelmente, sua iniciativa. Seu coração bate forte porque sente medo. No silêncio, sente sede, fome, frio, solidão. Vem a saudade, deseja voltar, mas não conhece o retorno. A única coisa que fica, além das novas experiências, é descobrir sua essência como ovelha: viver em grupo. Por ser uma animal sem mecanismos individuais de defesa, no rebanho encontra sua proteção. Nesse espaço é doce e carinhosa. Precisa de toque e do contato físico, sendo capaz de experimentar e manifestar emoções. Desenvolve íntimos laços de relacionamento, não só com sua espécie, mas também com as pessoas próximas.
            No “vale de trevas”, a ovelha escuta e reconhece a voz do pastor (Jo 10, 3-4). Ele consegue achá-la! (Mt 18, 13). Toma-a nos braços e se alegra imensamente. Permita-me sugerir que a alegria do pastor não esteja no tamanho do rebanho: reunir as cem ovelhas e mantê-las sob controle. Ele festeja a maturidade de uma ovelha que é capaz de tomar decisões e executá-las. De enfrentar perigos. O pastor descobre na ovelha sinais de liderança, aprendidos ao observá-lo como exemplo. Entre a ovelha e o pastor surge uma cumplicidade!
            Pense no retorno da ovelha. Se falasse, diria: “perdi-me por ser curiosa, mas descobri que só quero os braços amorosos do pastor”. Nessa história não só se festeja o encontro, mas também a autonomia da ovelha, seu crescimento, e a compreensão de um pastor que, sem julgar, respeita a liberdade.  
            O que esse ponto de vista tem a nos ensinar? Varias vezes temos medo de fazer coisas diferentes, a que não estamos acostumados. Temos medo da reprovação, de seguir a intuição, de errar e ter de assumir as conseqüências de nossas escolhas, pois até mesmo o erro é uma boa oportunidade para aprender. Mas, se você não arrisca, também não conquista nada.
            Quanto ao pastor, o que dele podemos aprender? Ele não condena, não julga, não sanciona, não pune. Ele abraça, ama, se alegra, festeja. É afetivo como a ovelha. A ovelha se alegra porque está de volta ao aconchego do pastor e do rebanho. Volta para casa, para a tarefa e para a convivência pacifica. O pastor fornece tudo o que a ovelha necessita para recuperar a sua essência, enquanto a ovelha traz alegria ao pastor de encontrar um “filho” perdido. Um faz parte do outro, um precisa do outro: ovelha e pastor se completam.


Retirado da: Revista Ave Maria – ano 113 – julho 2011 - pág. 18-19
Por: Ângela Cabrera, op

sábado, 16 de julho de 2011

Oração à Maria, Mãe Apascentadora

“Oh Mãe Apascentadora, levai-me a Jesus , o Bom Pastor, para que nada me falte. Fazei-me repousar em verdes pastagens. Conduzi-me junto às águas refrescantes. Restaurai as forças de minha alma. Levai-me pelos caminhos retos, por amor ao nome de Jesus. Ainda que atravesse o vale escuro, que eu nada tema, pois estais comigo. Que o Vosso cajado seja meu amparo. Amém !”

quarta-feira, 13 de julho de 2011

“Os puros são os escolhidos... porém os sacrificados”





Assim como um cordeiro que é selecionado entre todo o rebanho, o primogênito, sem mancha, manso, nós somos da mesma forma selecionados por Deus, escolhidos
            Nos tempos dos profetas, quando se queria agradecer a Deus por algo recebido ou pedir-lhe algo, oferecia-lhe um “sacrifício”. Geralmente a primeira cria dos animais, que fossem puros. Eram sacrificados sobre um altar e queimados, ou era oferecido aquilo que seu trabalho produzia (Gn 4, 3-4). Caim e Abel foram, segundo a Sagrada Escritura, os primeiros a realizarem oferendas ao Senhor. Noé, em gratidão fez sua oblação ao Senhor (Gn 8, 20) e  Ele selou sua aliança definitiva com a humanidade na pessoa de Noé.
            Outras vezes, o próprio Deus pede-nos um sacrifício para provar nossa fé e confiança. Este sacrifício nos custa, pois às vezes é aquilo que nós mais amamos. Abrão foi provado quando Deus pediu seu filho único em oblação (Gn 22, 2). E pela fidelidade de Abrão, Deus preserva-lhe a vida e presenteia-o com um cordeiro para o sacrifício no lugar do filho (Gn 22, 13).
            Jesus, aceita os desígnios do Senhor, veio a terra, fez-se homem com um único propósito: salvar a humanidade de seus pecados.
            Ora, o mundo todo se perdia na escuridão do pecado e somente um sacrifício definitivo para salvar o povo que jazia na morte. Um Cordeiro puro, Filho único, manso, que consiga agradar o coração de Deus, todo poderoso. Este cordeiro capaz de sanar tão imensa ferida somente poderia ser Divino para atingir o céu e humano para atingir a terra. Jesus, feito homem, Filho único de Deus Pai, nascido de Maria, aceitou livremente morrer por todos os nossos pecados. “Como um cordeiro levado ao matadouro (Jo 53, 7).” Jesus sofreu silenciosamente tudo por cada um de nós. Na cruz demonstrou seu imenso e inesgotável amor por nós. Transformando tal objeto de humilhação romana, a cruz, num objeto da devoção dos cristãos, que nos remete a nossa salvação. Morre e resgata aqueles que esperavam a salvação e ressuscitou vencendo a morte e garantindo-nos a Vida Eterna.
            Somos como ovelhas, que nem sempre as melhores do rebanho, mas escolhidos por Deus, cuidadas com todo zelo possível, a fim de purificarmos das impurezas que o mundo impregnou em nós (Cf Jo 13, 11b).
            Seu rebanho não é mais o mesmo, é preciso agora escolher aquelas mais aptos, não que isto esteja a vista, mas porque o Senhor conhece nossas capacidades e nossas debilidades. E escolhendo, dedica-se a torná-la forte, pura, consciente de que por ser escolhida não é que seja mais digna aos olhos do Senhor, mas, melhor para ser sacrificada em favor dos outros.
            Ser ovelha, é ser consciente de que sendo escolhida por Deus, preciso esforçar-me na minha purificação, agüentar tudo sem “espernear” e doar-se ao sacrifício em favor do povo. sofrer com paciência, imolando-me diariamente como oferta ao Senhor.
            Somente uma vida correta, sem pecados, fazendo a vontade de Deus, nos fará mais santos e agradáveis aos olhos do Senhor. “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi” (Jo 15, 16) e, “conheço quem escolhi” (Jo 13, 18). “Escolhi-te do meio do povo... aos quais agora te envio” (At 26, 17). “Coragem!” (Jo 16, 33)

09 de Setembro de 2010

domingo, 15 de maio de 2011

4ª Domingo da Páscoa - Domingo do Bom Pastor


"Eu sou o Bom Pastor... o Bom Pastor dá a vida por sua ovelhas..."



   Como é bom sabermos que temos um Pastor que cuida incansávelmente de cada um de nós. Que nos guia para os vales mais verdejantes e para as águas mais refrescantes.

   Que quando o perigo nos circunda, Ele nos proteje e se somos feridos, cuida de nós. Este é o oficio do "bom pastor". Jesus nos convida a sermos como Ele, Pastor que dá a vida pelo seu rebalho. Apascentar as ovelhas de Deus é uma tarefa digníssima que Cristo confia à aqueles que Ele escolhe como seus pastores.

   Bons pastores tem como Mestre, Senhor e Modelo a Jesus Cristo, Bom Pastor.

   Rezemos pelos nossos padres para que sejam a exemplo de Jesus, "Bons Pastores" para o rebanho de Deus. E que Maria, nos apascente diáriamente nos caminhos do Senhor.

Amém!

"Cristo, Bom Pastor...
Inflamai o nosso coração com o vosso miséricordioso amor"

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Carta aos Jovens de João Paulo II

MENSAGEM AOS JOVENS



Queridos jovens: Ide com confiança ao encontro com Jesus!
E, como os novos santos,
Não tenhais medo de falar d`Ele,
Pois Cristo é a resposta verdadeira a todas as perguntas sobre o homem e o seu destino.
É preciso que vocês, jovens, se convertam em apóstolos dos seus coetâneos.
A vós, jovens, digo:
Se sentirdes o chamado do Senhor, não o recuseis!

Entrai, antes, corajosamente nas grandes correntes de santidade,
Que foram iniciadas por santas e santos insignes no seguimento de Cristo.

Cultivai os anseios típicos da vossa idade,
Mas aderi prontamente ao projeto de Deus sobre vós,

Se Ele vos convida a procurar a santidade na vida consagrada.
Admirai todas as obras de Deus no mundo,
Mas sabei fixar o olhar sobre aquelas realidades
Que jamais terão ocaso.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Amigos

São Vicente de Paulo encontrou no coração de São Francisco de Sales o lugar para viver uma bela amizade; amizade esta que os levou aos mais altos cumes da santidade. A amizade é um dos elementos da espiritualidade Salesiana, uma amizade fundada no amor de Deus.