Assim como
um cordeiro que é selecionado entre todo o rebanho, o primogênito, sem mancha,
manso, nós somos da mesma forma selecionados por Deus, escolhidos
Nos
tempos dos profetas, quando se queria agradecer a Deus por algo recebido ou
pedir-lhe algo, oferecia-lhe um “sacrifício”. Geralmente a primeira cria dos
animais, que fossem puros. Eram sacrificados sobre um altar e queimados, ou era
oferecido aquilo que seu trabalho produzia (Gn 4, 3-4). Caim e Abel foram,
segundo a Sagrada Escritura, os primeiros a realizarem oferendas ao Senhor.
Noé, em gratidão fez sua oblação ao Senhor (Gn 8, 20) e Ele selou sua aliança definitiva com a
humanidade na pessoa de Noé.
Outras
vezes, o próprio Deus pede-nos um sacrifício para provar nossa fé e confiança.
Este sacrifício nos custa, pois às vezes é aquilo que nós mais amamos. Abrão
foi provado quando Deus pediu seu filho único em oblação (Gn 22, 2). E pela
fidelidade de Abrão, Deus preserva-lhe a vida e presenteia-o com um cordeiro
para o sacrifício no lugar do filho (Gn 22, 13).
Jesus,
aceita os desígnios do Senhor, veio a terra, fez-se homem com um único
propósito: salvar a humanidade de seus pecados.
Ora,
o mundo todo se perdia na escuridão do pecado e somente um sacrifício
definitivo para salvar o povo que jazia na morte. Um Cordeiro puro, Filho
único, manso, que consiga agradar o coração de Deus, todo poderoso. Este
cordeiro capaz de sanar tão imensa ferida somente poderia ser Divino para
atingir o céu e humano para atingir a terra. Jesus, feito homem, Filho único de
Deus Pai, nascido de Maria, aceitou livremente morrer por todos os nossos
pecados. “Como um cordeiro levado ao matadouro (Jo 53, 7).” Jesus sofreu
silenciosamente tudo por cada um de nós. Na cruz demonstrou seu imenso e
inesgotável amor por nós. Transformando tal objeto de humilhação romana, a
cruz, num objeto da devoção dos cristãos, que nos remete a nossa salvação.
Morre e resgata aqueles que esperavam a salvação e ressuscitou vencendo a morte
e garantindo-nos a Vida Eterna.
Somos
como ovelhas, que nem sempre as melhores do rebanho, mas escolhidos por Deus,
cuidadas com todo zelo possível, a fim de purificarmos das impurezas que o
mundo impregnou em nós (Cf Jo 13, 11b).
Seu
rebanho não é mais o mesmo, é preciso agora escolher aquelas mais aptos, não
que isto esteja a vista, mas porque o Senhor conhece nossas capacidades e
nossas debilidades. E escolhendo, dedica-se a torná-la forte, pura, consciente
de que por ser escolhida não é que seja mais digna aos olhos do Senhor, mas,
melhor para ser sacrificada em favor dos outros.
Ser
ovelha, é ser consciente de que sendo escolhida por Deus, preciso esforçar-me na
minha purificação, agüentar tudo sem “espernear” e doar-se ao sacrifício em
favor do povo. sofrer com paciência, imolando-me diariamente como oferta ao
Senhor.
Somente
uma vida correta, sem pecados, fazendo a vontade de Deus, nos fará mais santos
e agradáveis aos olhos do Senhor. “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos
escolhi” (Jo 15, 16) e, “conheço quem escolhi” (Jo 13, 18). “Escolhi-te do meio
do povo... aos quais agora te envio” (At 26, 17). “Coragem!” (Jo 16, 33)
09 de Setembro de 2010